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terça-feira, 1 de março de 2011

“Um fiscal da lei que não consegue fiscalizar a si próprio é o que mais incomoda”, diz a presidente da Ampem

A presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (Ampem), Doracy Reis, considerou positiva a audiência pública do Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), realizada, na última segunda-feira, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).

Doracy Rei e Fátima Travassos

“O conselheiro Bruno Dantas [do CNPM] ouviu a todos os promotores e ex-procuradores de Justiça do Estado. A sociedade civil pôde se manifestar, além do construtor Carlos Castelo Branco, proprietário da empresa responsável pela reforma do prédio-sede das Promotorias de Justiça da capital, parada há três anos. O doutor Bruno Dantas fez a inspeção do prédio e vai poder analisar diante de todas as documentações já enviadas a ele na questão da omissão, da inércia e da negligência a que foi tratado aquele prédio. Essa audiência instrutória, baseada também no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no ponto de vista da avaliação da Ampem, foi positiva”, ressaltou Doracy Reis.

Em entrevista ao programa Ponto Final, na rádio Mirante AM, a presidente da Ampem disse que o que mais incomoda é a exposição da imagem do Ministério Público.

“A nossa maior preocupação é com essa exposição da imagem da instituição. O fiscal da lei não consegue fiscalizar a si próprio. Essa situação é que incomoda. Aquele prédio antes orçado em mais de R$ 1 milhão está custando aproximadamente R$ 7 milhões. Uma obra parada, sem utilidade e causando danos ao erário público. A sociedade que respeita, confia, não pode ter uma avaliação negativa da instituição”, declarou a presidente da Ampem.

Com informações do Imirante
Reproduzido do blog do Mário Carvalho

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