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sexta-feira, 18 de março de 2011

GASTÃO VIEIRA CRITICA TELE ENSINO DE ROSEANA SARNEY


O deputado federal e ex-secretário de educação do Maranhão, Gastão Vieira (PMDB), fez um comentário polêmico ao relembrar o Programa Tele Ensino, adotado pela gestão da governadora Roseana Sarney (PMDB), ainda no primeiro mandato.

Gastão debatia com os usuários do Facebook sobre a adoção do ensino via satélite pelos estados do nordeste, quando os seus seguidores usaram o “tele engano” como exemplo fracassado, fazendo com que o deputado fizesse o seguinte comentário: “o Tele Ensino tinha como objetivo “corrigir” o fluxo escolar… quando o levaram para o ensino regular, para o jovem na idade correta, cometeram um grande erro. Agora, que ele tinha grandes virtudes na correção de fluxo é inegável.”

Tele Engano

A proposta do Tele Ensino “achatava” o Ensino Médio em 18 meses e substituía os professores por televisores e videocassetes. O professor especialista em uma matéria se transformava em um mero monitor de todas as disciplinas, cujas aulas eram dadas pela televisão, através de fitas VHS. “Eu me sentia um objeto. Anos de estudo para ter menos importância diante dos meus alunos do que umas fitas de vídeo”, diz um professor que prefere não se identificar com medo de perseguições políticas.

Teoricamente, deveriam participar do projeto apenas alunos com mais de 18 anos. Na prática, estudantes com menos de 18 se inscreveram normalmente no tele-ensino. O resultado foi catastrófico para alunos que prestaram vestibular.

Mais de 171 milhões de reais dos cofres públicos foram utilizados irregularmente no tele-ensino. Entre as irregularidades apontadas, estão a falta de notas fiscais na prestação de contas, aquisição de material didático sem licitação, ausência de entrega de livros e de outros materiais. A conclusão é a da Corregedoria Geral do Estado em análise dos projetos Alvorada e Viva Educação, ambos criados para desenvolver o tele-ensino. O maior escândalo na história da educação do Estado tem a assinatura de Roseana Sarney Murad.

A Corregedoria investigou todas as prestações de contas e relatórios para execução do tele-ensino, incluindo o documento elaborado pelo Ministério da Educação, que condena a prestação de contas do projeto Alvorada. A conclusão da Corregedoria do Estado não foi muito diferente da obtida pelo MEC. Várias irregularidades foram constatadas no projeto Viva Educação, que utilizou R$ 93.247.804,45 do Tesouro Estadual e também no projeto Alvorada, que usou o montante de R$ 12.581.549.92, entre recursos federais. Hoje, os valores corrigidos pelo índice geral de preços da Fundação Getúlio Vargas até dezembro de 2005, equivalem a R$ 171.424.976,25.

Com informações do Jornal Pequeno.

Reproduzido do Blog MARRAPÁ

1 comentários:

Anonymous disse...

Concordo plenamente. Fui aluna do tele-ensino
(cursei todo o ensino fundamental por esse sistema, mesmo não estando fora da faixa etária) e catastrófica foram as consequências desse sistema em meu aprendizado. Tinha uma orientadora que embora tivesse boa vontade não conseguia suprir as nossas duvidas, posso dizer que o pouco que aprendi devo exclusivamente a ao esforço pessoal.

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